Atualizado em 20/10/2025 – 22:18
Um dos jogos mais esperados da rodada mostrou que Vasco e Fluminense vivem momentos distintos. O Tricolor tenta se reencontrar sob o comando de seu novo técnico, enquanto o Gigante parece, finalmente, começar a se desenvolver como se esperava desde a chegada de Diniz.
Quando tem seus 11 titulares à disposição e com controle de carga, o Vasco apresenta um dos times mais competitivos do momento no campeonato. A ausência de qualquer titular — especialmente de um dos zagueiros ou volantes — desequilibra bastante o jogo vascaíno. Com alguns de seus principais jogadores em idade mais avançada, como Coutinho, o time sofre queda de rendimento diante de uma sequência pesada de jogos e viagens. Elenco curto tem dessas coisas.
O meio-campo com dois volantes mais combativos, Barros e Hugo Moura, foi um dos acertos de Diniz na melhora do jogo do Vasco. No clássico, Tchê Tchê, substituto de Hugo Moura, não apresentou o mesmo vigor na marcação, e o time sentiu a diferença.
A partida foi disputada, com o Gigante seguro e efetivo, confirmando seu bom momento com uma vitória consistente. O resultado embolou a disputa por uma possível ampliação das vagas à Libertadores e animou o torcedor para as semifinais da Copa do Brasil.
Um jogo com Coutinho, Fábio e Thiago Silva em campo precisa ser registrado.
Marcando pressão, os dez primeiros minutos foram do Tricolor, emparedando o Vasco — inclusive com uma defesaça de Léo Jardim após erro na saída de bola. Mas o time das Laranjeiras não manteve o ritmo, e o Gigante equilibrou a partida, com melhor construção de jogadas e bom toque de bola.
Rayan estava sumido, mas bastou uma bola chegar a ele para mostrar que o cria está voando. Gol do Gigante!
O Maraca, com cara de Monumental de São Januário e a torcida vascaína esmagadoramente superior à do Flu, explodiu e virou uma atração à parte.
E por falar em atração, é preciso dizer: a bola, quando passa pelos pés de Phil Coutinho, é diferente. Mais uma partida em que desfilou sua técnica, mesmo ainda longe da forma física ideal. Como é bom ver a camisa 10 vascaína brilhando no gramado do Maraca. Ele é o diferente.
No início do segundo tempo, Rayan arrastou a defesa do Tricolor e soltou o petardo. Fábio defendeu parcialmente, André Gomez tentou no rebote, Fábio fez grande defesa novamente, mas a bola sobrou para Patrício Nuno, que fez o segundo do Vascão.
Após o gol, o ritmo caiu, e o Vasco controlou a partida até o fim, com o Fluminense sem conseguir reagir.
O Flu sai com pesadelos com Rayan e Phil Coutinho e, como dissemos na matéria anterior, após a terceira vitória consecutiva, o vascaíno grita da arquibancada da Colina Histórica: “Próximo!”

